• Descobre o Voluntário que há em ti.
%PM, %16 %639 %2019 %15:%Abr.

Actualização Federação Internacional: Ciclone em Moçambique, 1 mês depois

Sinais de recuperação, mas uma longa estrada ainda pela frente.

Um mês após o pior desastre na história recente de Moçambique, começam a aparecer os primeiros sinais de recuperação: as pessoas deslocadas regressam às suas casas e o surto de cólera dá sinais de abrandamento.

Não obstante, de acordo com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), centenas de milhares de pessoas precisarão de um apoio sustentado, durante os próximos meses, para que a recuperação seja generalizada.

Florent Del Pinto, Chefe de Operações de Emergência da FICV na Beira, disse:
“Apesar de alguns dos perigos mais imediatos estarem atenuados, ainda há muito trabalho a fazer."
“Novos casos de cólera estão a diminuir. Isto deve-se em parte ao trabalho dos voluntários e funcionários da Cruz Vermelha que fornecem água limpa e saneamento às populações, bem como tratamento e cuidados aos doentes. Mas não nos podemos dar-nos ao luxo de sermos complacentes - este trabalho tem de continuar”.

A operação de resposta a esta emergência, liderada pela Cruz Vermelha de Moçambique com o apoio da FICV e de outros parceiros, apoiou mais de 38.000 sobreviventes no último mês desde que o ciclone Idai atingiu o país.

Mantimentos e material de ajuda humanitária foram distribuídos a cerca de 19.000 pessoas, 900 pessoas foram tratadas nos hospitais e clínicas de campanha da Cruz Vermelha e mais de 250.000 litros de água potável foram produzidos e distribuídos.

"Este trabalho tem sido eficaz e estamos agora a começar a ver os primeiros sinais de recuperação na região central de Moçambique", disse Titus Queiroz dos Santos, Director de Programas da Cruz Vermelha de Moçambique. “Os sobreviventes deste desastre ainda estão a sofrer, mas muitos já estão determinados a regressar a casa e reconstruir suas vidas e os seus meios de subsistência. A Cruz Vermelha estará lá para apoiá-los a cada passo desta jornada.”

De acordo com fonte do governo de Moçambique, o número de pessoas que ainda está nos centros de abrigo de emergência diminuiu cerca de 50% nos últimos dias.

A Cruz Vermelha de Moçambique e os seus parceiros continuam a distribuir mantimentos e material de emergência, como lonas e kits de abrigo para as pessoas que ainda necessitam, e a FICV mobilizou uma equipa especializada para criar um plano de recuperação para os próximos 24 meses, com foco na habitação, na saúde, na subsistência e na redução de risco de desastres.

Segundo estimativa do Banco Mundial, cerca de 1,85 milhões de pessoas foram afectadas pelo ciclone Idai, causando cerca de 2 bilhões de US dólares em prejuízos nos vários países por onde passou. A Cruz Vermelha de Moçambique e o Fundo de Emergência da FICV precisam de 31 milhões de francos suíços para poderem apoiar 200.000 pessoas.

Powered by jms multisite for joomla